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Lendo a Sagrada Escritura na Igreja.

  Para uma leitura orante da Palavra de Deus devemos inicialmente refletir sobre a ligação entre a palavra e a fé, tendo sempre em mente que esta abre o caminho para uma verdadeira hermenêutica da bíblia sem a qual podemos incorrer no erro gravíssimo apontado por Santo Agostinho: “a letra do evangelho também mata, se faltar a graça interior que a cura” neste sentido a interpretação da palavra de Deus deve ser precedida de uma ação orante e de uma autenticidade na fé e vida em comunidade, pois os sagrados textos nos constituem “como Palavra de Deus que Se nos comunica mediante palavras humanas”. A bíblia é dirigida a todos os povos e assim, em conjunto, ela deve ser interpretada, guiada pela fé, e em sintonia com a doutrina da igreja católica, só se compreende o texto bíblico quem o procura viver, quem a procura aplicar verdadeiramente em sua vida, assim tanto a sagrada escritura quanto a vida de quem a lê crescem juntos, como já dizia São Gregório Magno(30). Uma exegese teológica...

MATRIMÔNIO, O QUE É ISSO?

MATRIMÔNIO, O QUE É ISSO? Certamente, a mais remota noção de união entre um homem e uma mulher constituindo uma nova estrutura, com fins próprios, encontramos na imagem da criação, mais especificamente, na criação da mulher. Ora, após Deus perceber a solidão do homem e que: “não é bom que o homem viva só” Ele lhe apresenta uma companheira, e obtém do homem o “consentimento” desta união, dizendo, que a mulher é “carne de minha carne e ossos de meus ossos” (Gen. 2)    A união do homem e da mulher já em Gênesis nos apontam para uma realidade ainda hoje muito tratada no Direito Canônico, o matrimônio, como união íntima e estável, pois foi justamente esta reflexão, obviamente aliadas a outras, que determinaram a não observância desta união como algo simplesmente pontual. Nota-se que essa união foi querida por Deus, e manifestamente aceita pelo homem. De certa forma, no ato desta união, temos também a própria designação da missão unitiva do casal, “e eles tornarão uma só carne” (Gen...

O PODER DE UMA FAMÍLIA

O PODER DE UMA FAMÍLIA  Uma família certamente passa por muitos desafios, sejam eles financeiros, de educação, de readaptação, e também de adequação ao longo da vida. Ninguém pode, ser a mesma pessoa quando assume ser membro principal de uma família, como pai, como mãe, como responsável.  Ser um membro responsável pela família, pode nos conduzir a um estado de exaurimento de nós mesmos em prol do bem dos demais membros e isso é muito natural, é o próprio doar-se em benefício dos outros, é colocar-se a disposição para o bem do outro. É sempre ter seu próprio querer em segundo plano. Ser responsável por uma família é uma missão e, portanto, possui um caráter de missionário, sacramental e, assim, querido, desejado e amado por Deus. Contudo, é possível que no decorrer desta caminhada árdua e, ao mesmo tempo, gratificante, nos esqueçamos do poder de transformação que há em nossas famílias, o poder de mudar nosso condomínio, nossa rua, nosso bairro, nossa cidade.  E...

A cruz nossa de cada dia.

Certamente todos nós temos algo que possa identificar-se com a cruz de Jesus Cristo. Por meio da cruz, Jesus nos demonstra o quão grande é o amor do Pai, o quanto Ele nos ama, um Deus, que se fez homem, alimentou-se como homem, sentiu as dores dos homens, teve fome, sede e chegou a deixar-se ser humilhado, flagelado, chicoteado inúmeras vezes, carregou sua cruz, resultado de sua injusta condenação e, nesta cruz, permitiu-se morrer. Sempre me pergunto se podemos chamar esta Economia de Salvação de uma demonstração de amor, pois acho que a palavra amor aqui não traduz mesmo o quanto Deus nos quer bem.  Como eu tenho lidado com minhas fraquezas e com minhas dores, fome, amparo, afeto, fidelidade é justamente como eu demonstro o que faço de minha cruz. Certamente sofrimentos fazem parte da vida humana e, por isso, tal sofrimento não é cabível a um Deus. Embora sempre acreditamos que nossos sofrimentos são sempre maiores que os dos outros, tais sofrimentos são minha cruz, e é por meio d...

Os pães multiplicados

 No evangelho do 17º Domingo do Tempo Comum, temos a reflexão acerca de Jo. 6, 1-15, este texto nos apresenta a narrativa da multiplicação dos pães. Refletiremos brevemente acerca de dois pontos: O menino que possuía cinco pães e dois peixes e, Jesus retirou-se de novo, sozinho para o monte. No primeiro momento temos a figura anônima de um menino que estava naquele momento, naquelas circunstâncias, com cinco pães e dois peixes. Ora, Jesus poderia ter feito chover o alimento para todo povo, aliás, está aí a narrativa da primeira leitura (Reis 4, 42-44) contudo, Jesus decide agir, mais uma vez, por intermédio da ação do homem. Deus deseja a todo momento servir-se de nós mesmos para que nós possamos ser colaboradores de sua obra salvífica. No segundo momento, Jesus retirou-se sozinho para o monte, por quê? Podemos imaginar a grande euforia que se fez naquele momento quando, toda multidão, estava alimentada e, ainda, via sobrar comida, e em meio a toda aquela euforia o povo quis "proc...

Vamos Refletir

Estás entre nós. Tú es minha vida, outro Deus não há; Tú és minha estrada a minha verdade; Em Tua palavra eu caminharei; Enquanto eu viver e até quando Tu quisestes; Já não sentirei temor pois estás aqui; Tu estás nomeio de nós. Creio em ti Jesus, vindo de Maria, Filho eterno e santo, homem como nós; Tu morreste por amor, vivo está em nós. Música: estás entre nós. Esta chegando o final de semana, coloco-menos na presença de Deus, pedindo a Ele, que possamos sempre nos lembrar de sua presença viva e real no meio de nós, por onde quer que vamos nós. Vamos exercitar assim, a todo momento em que veres luz, lembre-se de Jesus, apenas lembre e diga que O ama. Paz.

A prática da oração, como você se eleva?

Não devemos pensar somente em proferir orações o dia todo, abstendo-se de obra alguma, pois não são palavras adjetivadas que convencerão a Deus sobre nossas necessidades, há pessoas que praticamente "exigem" de Deus uma atitude, conforme a sua vontade, e não a de seu "Pai". Imaginemos que déssemos a nosso filho, de três anos, uma grande e afiada faca? O que? não pode? mas ele está pedindo, pedindo muito, até insistindo em argumentos. É assim conosco, somos crianças e não sabemos o que pedir. Devemos nos acostumar a buscar a presença de Deus em todas as coisas, no trato com os outros, no caminhar, no estar parado, no comer, no ouvir, no pensar, em tudo o que se faz. Pois a majestade de Deus está em todas as coisas com sua presença, ação e essência. Essa maneira de meditar, buscando a Deus em tudo, é mais fácil que se quiséssemos elevar-nos até Ele, meditando sobre assuntos espirituais abstratos (monumenta ignatiana, I3,510) Mas pensando bem, que necessidade tem D...