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Os pães multiplicados


 No evangelho do 17º Domingo do Tempo Comum, temos a reflexão acerca de Jo. 6, 1-15, este texto nos apresenta a narrativa da multiplicação dos pães.

Refletiremos brevemente acerca de dois pontos: O menino que possuía cinco pães e dois peixes e, Jesus retirou-se de novo, sozinho para o monte.

No primeiro momento temos a figura anônima de um menino que estava naquele momento, naquelas circunstâncias, com cinco pães e dois peixes. Ora, Jesus poderia ter feito chover o alimento para todo povo, aliás, está aí a narrativa da primeira leitura (Reis 4, 42-44) contudo, Jesus decide agir, mais uma vez, por intermédio da ação do homem. Deus deseja a todo momento servir-se de nós mesmos para que nós possamos ser colaboradores de sua obra salvífica.

No segundo momento, Jesus retirou-se sozinho para o monte, por quê? Podemos imaginar a grande euforia que se fez naquele momento quando, toda multidão, estava alimentada e, ainda, via sobrar comida, e em meio a toda aquela euforia o povo quis "proclamá-lo rei". Ora, o povo estava sedento de terra, (moradia fixa e segura, comida e bebida) e, ali diante dele estava quem o pudesse atender suas "necessidades", contudo, Jesus não era o tipo de rei que eles tinham em mente, seu "reino não é deste mundo" e, recolhendo-se em oração por nos foi novamente rogar ao Pai.

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