O Messias da Vida Nova e o Chamado à Alegria Sem Escândalo
Evangelho, Segundo Mateus, capítulo 11, versículos de 2 a 11.
João Baptista ouviu falar, na prisão, das obras de Cristo e mandou-Lhe dizer pelos discípulos:
«És Tu Aquele que há de vir ou devemos esperar outro?»
Jesus respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres.
E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo».
Quando os mensageiros partiram, Jesus começou a falar de João às multidões: «Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas? Mas aqueles que usam roupas delicadas encontram-se nos palácios dos reis.
Que fostes ver então? Um profeta? Sim – Eu vo-lo digo – e mais que profeta.
É dele que está escrito: ‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, para te preparar o caminho’.
Em verdade vos digo: Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista.
Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele».
Reflexão sobre o evangelho
O Messias que nos Surpreende
Amados irmãos e irmãs em Cristo, a Palavra de Deus nos convida hoje, dia 14 de dezembro, a refletir sobre um diálogo profundo, que nos revela a verdadeira identidade de Jesus.
Enquanto João Batista, o corajoso profeta que preparou os caminhos do Senhor, estava preso na fortaleza de Maqueronte, a dúvida o assaltou. Ele, que esperava um Messias de juízo e fogo, enviou seus discípulos para perguntar a Jesus: "És Tu Aquele que há de vir ou devemos esperar outro?"
A resposta de Jesus não foi um simples "Sim" ou "Não". Foi um convite a ver e ouvir a transformação que estava acontecendo. Ele disse: "Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres."
Jesus cumpriu as antigas profecias, mas de uma forma que desafiava as expectativas humanas. Ele não veio para julgar e condenar com severidade, como João talvez esperasse, mas para salvar e dar vida em plenitude. Ele é o Messias da compaixão e da libertação. Seu Reino é um mundo novo, onde a vida vence a morte, onde a luz dissipa as trevas da doença e da exclusão.
Ao concluir sua resposta a João, Jesus acrescenta uma bem-aventurança poderosa: "E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo." É um alerta para nós: o caminho de Deus, a Salvação que Ele nos oferece, muitas vezes não se encaixa em nossos planos ou expectativas rígidas. Somos felizes quando aceitamos que a misericórdia é o modo de Deus agir e não nos escandalizamos com a Sua bondade que abraça os marginalizados e os pecadores.
Depois que os discípulos de João se foram, Jesus exalta a figura do Batista, um homem íntegro, que não se dobrava ao poder nem buscava o luxo. João era um profeta singular, o próprio mensageiro enviado para preparar o caminho do Senhor. No entanto, Jesus conclui com uma revelação surpreendente: "o menor no reino dos Céus é maior do que ele." Esta frase não diminui João, mas exalta a graça do Reino. Significa que, aqueles que acolhem a proposta de Salvação trazida por Jesus, que se dispõem a segui-Lo e a viver o dinamismo do Reino, são elevados a uma dignidade ainda maior: a de filhos e herdeiros de Deus, justificados pela fé.
Que nesta meditação, possamos abrir nossos corações para acolher o Messias tal como Ele é: o doador da vida, o libertador dos pobres e o Senhor da Misericórdia.
Oração a Jesus Cristo
Ó, Jesus, Messias da Vida Nova,
Neste tempo de espera e de esperança, reconhecemos que a Tua vinda não se deu com a pompa ou o juízo que talvez esperássemos, mas com a tão suave e poderosa força da misericórdia. Tu és Aquele que faz os cegos verem o amor do Pai e os pobres ouvirem a Boa Nova da salvação.
Que o nosso coração, Senhor, não encontre em Ti motivo de escândalo, mas sim razão para a mais profunda alegria. Livra-nos de toda expectativa rígida ou julgamento severo, e concede-nos a graça de acolher o Teu Reino tal como Ele é: um espaço de cura, perdão e vida plena.
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